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A respeito do debate da Rádio Voz de Alenquer sobre o clima de insegurança e aumento da criminalidade violenta na vila do Carregado, lembramos estas palavras de Francisco de Sá Carneiro:
"A crise social agravou-se, sob a capa de uma aparente acalmia, durante os governos socialistas.
Aumentou a insegurança das pessoas e dos bens, aumenta o surto da criminalidade. Portugal é hoje um país em que as pessoas vivem angustiadas quanto à sua vida, à sua segurança."
- Francisco de Sá Carneiro, Assembleia da República, 1978

A Juventude Social Democrata considera que o acordo alcançado na Concertação Social e que hoje será assinado pelos parceiros e pelo Primeiro-Ministro é um contributo fundamental para o sucesso da reforma profunda que o país está a realizar e uma oportunidade única para aumentar a empregabilidade dos jovens, para a valorização do mérito, para o aumento da produtividade e para a competitividade da nossa economia e logo do país. A JSD regista a adopção de diversas medidas há muito defendidas por esta estrutura no âmbito do mercado laboral. Para Duarte Marques, esta dinamização do mercado laboral “cria obviamente mais oportunidades de trabalho para os mais jovens, pois as empresas terão menos obstáculos na contratação”
No final de 2011, a taxa de desemprego jovem em Portugal alcançou os 28%, um valor inferior ao verificado em Espanha (43%), Grécia (39%), Eslováquia (35%), Irlanda (32%) ou Itália (30%), entre tantos outros países europeus que não encontram soluções sustentadas para dinamizar o emprego jovem. Devido ao facto de ser um problema transversal à Europa, a Comissão Europeia decidiu criar um programa intitulado "Erasmus for All" que visa apoiar a integração dos jovens no mercado de trabalho e dinamizar os programas de empreendedorismo.
Em Portugal, são cada vez mais os jovens que não têm uma oportunidade profissional, tendo de emigrar à procura de melhores condições. Neste sentido, é com natural satisfação que assistimos à celebração de um acordo de concertação social que visa fomentar a qualificação e aumentar a taxa de empregabilidade das novas gerações, contribuindo assim para diminuir a taxa de desemprego jovem e êxodo da juventude portuguesa para outros mercados.
Conforme documento elaborado pelo Gabinete de Estudos da JSD intitulado "Reforma do Sistema Laboral", o novo acordo de concertação social reflecte muitas das posições que a maior juventude partidária portuguesa tem vindo a defender ao longo dos últimos meses.
Duarte Marques, Presidente da JSD, salienta que "este é um acordo muito positivo para a juventude portuguesa dado que serão criadas oportunidades de formação e qualificação profissional para as novas gerações, assim como novos estímulos à empregabilidade jovem. Considero ainda que estão finalmente reunidas as condições para os jovens terem mais oportunidades no mercado de trabalho, poderem aplicar todo o conhecimento científico e técnico adquirido nos bancos das universidades e mostrarem a sua competência profissional".
Propostas JSD que foram agora aprovadas
Salientamos como extremamente positivas a criação dos gestores de carreira com vista a apoiar os desempregados na pesquisa de uma nova oportunidade profissional, disponibilização de apoio financeiros para as empresas que contratem pessoas desempregadas a longo prazo, ajustamento da formação profissional ministrada aos desempregados com as reais necessidades do mercado de trabalho a nível regional,racionalização do banco de horas de acordo com as encomendas, reforço da aposta na formação dos gestores de PME´s, disponibilização de cursos de aprendizagem a 30.000 jovens e início do processo para a definição do subsídio de desemprego aos trabalhadores que se encontram a recibos verdes.
O Presidente da JSD e Deputado da Assembleia da República salienta ainda que "o novo acordo social permitirá dotar a economia de maior competitividade à escala internacional, reformar o mercado laboral e fomentar um desenvolvimento sustentável a longo prazo. Importa ainda salientar que foram salvaguardadas as condições de financiamento das empresas portuguesas e existe uma estratégia de aposta em novos sectores empresariais e revitalização dos já existentes, com especial destaque para o impulso dado à economia do mar, energias renováveis, agricultura, pescas e comércio."
Por fim, a JSD gostaria de congratular vivamente os diversos parceiros sociais pela capacidade de negociação que tiveram ao longo dos últimos meses e o papel do Presidente do Comité Económico e Social, José Silva Peneda, que resultou na celebração de um acordo a médio / longo prazo para a economia portuguesa. Gostaríamos ainda de realçar o forte sentido de responsabilidade assumido pelos presidentes da CIP e UGT, respectivamente António Saraiva e João Proença, pelo facto de terem colocado de lado interesses corporativos e sectários, a favor do superior interesse nacional.

A Comissão Política Nacional da JSD discorda frontalmente da intenção do Ministério da Educação de retirar a disciplina de formação cívica no ensino básico.
Concordando com a generalidade da proposta inicial apresentada pela equipa do Ministério da Educação e Ciência, com especial destaque para o reforço horário das disciplinas nucleares, como Português e Matemática, Geografia e História, bem como a maior autonomia das escolas na definição dos seus curricula, a JSD não deixará de apresentar as suas próprias propostas em defesa do interesse e da formação dos estudantes, apresentando em breve uma proposta pública.
Mas manifestamos desde já, a nossa discordância pelas intenções de terminar com uma disciplina que, na época em que vivemos, é cada vezmais fundamental para os mais jovens e que foi uma luta de anos da JSD, a Formação Cívica.
Reconhecemos que os actuais moldes em que esta disciplina tem funcionado não são os mais adequados para alcançar o objectivo com que foi criada, sendo também hoje claro para todos que as horas previstas para esta disciplina foram para funções que nada têm a ver com a formação cívica. De facto tem sido um verdadeiro fracasso porque não foi estruturada nem devidamente pensada, mas isso não pode levar à sua eliminação.
Sendo uma temática tão actual, num momento em que a escola assume um papel cada vez mais central na vida de muitos jovens e famílias, este é precisamente um desafio e uma oportunidade que o Ministério da Educação deve assumir para preparar melhor os jovens do futuro.
Por isso defendemos que o modelo actual desta disciplina deve ser mais objectivo e considerar um binómio de conteúdos partilhados entre o Ministério da Educação e as escolas e o seu meio.
Existe um conjunto de matérias que devem fazer parte do curricula desta disciplina como as funções do Estado, a educação para a saúde,educação sexual, comportamentos de risco, direitos e deveres do cidadão, cidadania europeia, prevenção rodoviária, voluntariado, responsabilidade e solidariedade social, entre outros.
A JSD congratula a Comissão Europeia e o Conselho Europeu pela iniciativa hoje acordada de lançar de imediato programas-piloto que visam combater o Desemprego Jovem nos oito Estados-Membros da União Europeia com as maiores taxas deste fenómeno - Espanha, Grécia, Eslováquia, Lituânia, Itália, Portugal, Letónia e Irlanda.
O Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, apresentou várias ideias para estimular o crescimento a curto prazo como, por exemplo, usando os fundos da UE de forma mais eficaz para aliviar as dificuldades de crédito das pequenas empresas, além de ter lançado a ideia da redistribuição dos fundos estruturais para fomentar ainda mais o crescimento e a criação de emprego.
A JSD revê-se totalmente no apelo lançado pelo Presidente da Comissão Europeia aos Estados-Membros e acredita que as medidas agora apresentadas, e de imediato acordadas, sejam rapidamente colocadas em prática e levem para o terreno o pacto 'Juventude em Movimento' para garantir que todos os jovens europeus tenham um emprego ou sigam alguma forma de educação ou de formação nos quatro meses seguintes após saírem da escola.
A JSD realça também a iniciativa de desbloquear fundos disponíveis e reduzir os encargos da burocracia e abordar de forma decisiva o problema dos pagamentos em atraso ou do não pagamento de facturas das pequenas empresas, que são o suporte central da economia europeia.
O Desemprego é o maior flagelo da sociedade actual, verificando-se os níveis mais altos entre as gerações mais jovens e no acesso ao primeiro emprego. Devido a esta situação, a JSD tem defendido ultimamente que sejam implementadas medidas discriminatórias positivas que incentivem o acesso dos mais jovens ao mercado de trabalho.
A JSD acredita que o Governo português dará o exemplo e será o primeiro país a colocar em prática o acordo agora alcançado no sentido de criar rapidamente uma oportunidade para os mais jovens.
Acreditamos que Portugal tem todas as condições para ser o primeiro país a implementar o pacto “Juventude em Movimento”, fortalecendo, assim, o combate ao desemprego jovem, até no seguimento das medidas previstas pelo acordo alcançado em sede de concertação social.
Esta tem sido uma bandeira da JSD, que ao contrário de muitos parceiros, sempre defendeu medidas discriminatórias e específicas para o combate ao desemprego jovem.
A Europa, o país, as nossas autarquias, passam por momentos de grande dificuldade.
Os jovens, por pertencerem a um segmento da sociedade normalmente mais desprotegido, acabam por ser dos principais afetados pela crise.
Contudo, os jovens são também a esperança de Portugal, a vanguarda, aqueles que podem aprender com os erros do passado e criar um futuro melhor, contribuindo com novas ideias construtivas para o seu país, a sua escola, o seu concelho, a sua terra.
É por isso que o actual governo promove dois projectos que dão aos jovens espaços para se exprimirem e colaborarem para a criação de soluções consertadas que promovam o desenvolvimento dos vários espaços em que se inserem.

Destina-se a todos os jovens matriculados no 3º ciclo do ensino básico e no ensino secundário:
No próximo dia 11 de Fevereiro irá ter lugar, na Trofa, distrito do Porto, o 1º Congresso dos Jovens Autarcas Social Democratas, que possibilitará a todos os autarcas da JSD discutirem e apresentarem ao Governo as suas propostas relativas à Reforma Administrativa do Poder Local.
Este primeiro Congresso servirá também para eleger a estrutura nacional dos Jovens Autarcas Social Democratas (JASD).
Dando luz ao que foi aprovado na mais recente revisão estatutária da JSD, da criação desta estrutura nacional, é organizado pela primeira vez um Congresso com os Autarcas da JSD, que formam uma importante vertente de participação política e cívica de muitos jovens em muitas autarquias.
Promove-se, assim, um excelente trabalho em rede e em sinergia, que desenvolverá a capacidade de intervenção dos nossos jovens autarcas, representando ainda melhor os eleitores que os escolheram.
Podes ter acesso a todas as informações no site do JASD: http://jasd.jsd.pt/default.aspx
As inscrições são, preferencialmente, feitas ao respectivo Presidente da Comissão Politica Regional (ou quem este delegue), devendo este fazer chegar ao Secretariado Nacional da JSD até dia 6 de Fevereiro. Após dia 6 de Fevereiro, somente serão aceites inscrições no dia do Congresso (11 Fevereiro), junto do Secretariado.
Para saberes as regras, alojamento, preços e outras informações, acede aqui.
Podes já saber o programa do Congresso aqui.

«Esqueçam a geração “rasca” ou “à rasca”: a nossa geração é uma geração “tramada”. Nós, jovens, fomos tramados pelas políticas socialistas, em especial, pelas do Partido Socialista. Nos últimos 15 anos, o PS governou 12 e o governo de José Sócrates conseguiu deixar-nos com as piores taxas de crescimento dos últimos 90 anos, a maior dívida pública dos últimos 160 anos (sem incluir as dívidas das empresas públicas!) e a pior taxa de desemprego de que há registo (isto, só para aquecer). Os números não mentem.
Em Alenquer, onde o PS governa desde 1976, o evangelho socialista foi seguido à regra: gaste-se enquanto houver dinheiro (e houve, nos anos 1990's). Quando acabar, recorra-se à dívida, ao crédito, a “ginásticas orçamentais” e “ilusões financeiras”. Os outros que paguem, afinal, «a longo prazo, estamos todos mortos» (Keynes). Álvaro Pedro assim o fez e deixou uma dívida superior a 23 milhões de euros, entre bancos e fornecedores.
A gestão da Câmara sempre foi feita para o presente, hipotecando o dinheiro daqueles que ainda não tinham nascido, por forma a “comprar” os votos dos que estão. O futuro era algo distante e os cenários eram sempre “os melhores possíveis”. Dizer o contrário era “bota-abaixismo”, “pessimismo”, “contra o progresso”. Vivia-se numa twilight zone cor-de-rosa, uma floresta encantada habitada por fadas socialistas que diziam que o dinheiro não acabava. E, mais importante, onde a responsabilidade não cai sobre os culpados. Mas a realidade, a matemática e os credores vieram bater à porta. Esta ilusão foi destruída.
Ou talvez não?
Jorge Riso e o seu fiel “vice” João Hermínio estão mostrar ser dois bons discípulos dos ensinamentos socialistas. Em 2010, com 1 ano de mandato, a dívida já rondava os 25 milhões e em Maio de 2011 soubemos que a Câmara ultrapassou os limites de endividamento em 700 mil euros! E agora ainda aparece este suposto factoring de 1,1 milhões noticiado pelo jornal Fundamental e já debatido no “Fórum” da Rádio Voz de Alenquer, um exemplo claro de má gestão e
irresponsabilidade.
Primeiro: porque servirá para pagar dívidas à Recolte (a empresa responsável pelo tratamento de resíduos sólidos). Ora, então mas não existe um contrato com a Recolte que estipula quanto é que a Câmara paga por mês à empresa? Essa não é uma despesa previsível? Caramba, não pagamos todos os meses as taxas de saneamento? Então como é que pode haver dívidas à Recolte?!
Explicação: péssima gestão!
Segundo: este factoring não é factoring. Basta consultar a definição no site da AssociaçãoPortuguesa de Leasing, Factoring e Renting (www.alf.pt) para o perceber. É a autarquia (devedor) que assumirá os custos inerentes à operação (juros e comissões), ou seja, estamos perante um empréstimo simples e existe alguém que nos anda a tentar fazer passar por parvos. Aliás, Jorge Riso passa com distinção na cadeira de “Desenrascanço Orçamental”: em 2 anos de mandato procedeu a factorings no valor de 5 milhões de euros, metade do valor em dívida a bancos. Problema? A dívida não fica paga: simplesmente empurra-se para frente. O PS tem uma oportunidade de resolver as sujeiras criadas pelo PS, mas prefere continuar a prolongar o problema, seguindo uma lógica em
que “o último a sair, apague as luzes”.
Caros colegas de geração, fomos tramados por estas políticas e modelos de gestão. O tal “futuro distante” onde se pagariam as dívidas, chegou. A responsabilidade caiu sobre nós. Não existem soluções perfeitas e imediatas, mas temos agora, pelo menos, duas opções: continuar a sacrificar os rendimentos futuros dos nossos filhos, dos nossos netos, como outros fizeram e fazem connosco; ou fazer frente às obrigações, pagando o que se deve, passando a gastar de forma sustentável e procurando criar uma perspectiva de um futuro onde os que cá estiverem possam viver sem o peso dos erros dos seus antepassados.
Eu escolho a segunda e bater-me-ei por ela enquanto por aqui andar.
Carlos Carvalho Calixto
Presidente da JSD Alenquer »
Artigo de opinião publicado no jornal "Nova Verdade", 15 de Dezembro de 2011"Nunca fui um defensor da doutrina de que as dívidas públicas são benefícios públicos. Considero-as, pelo contrário, como malefícios que devem ser removidos tão rapidamente quanto a honra e a justiça o permitirem."
(créditos ao eraumaveznaamerica.blogs.sapo.pt)
James Madison (4º presidente dos EUA), em 1783
"Assim, nenhuma geração pode contrair dívida maior do que a que pode ser paga durante o seu próprio período de existência"
Thomas Jefferson (3º Presidente dos EUA) dirigindo-se a James Madison (4º Presidente), em 1789
